A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou no primeiro Informe Conjuntural Trimestral de 2021, a estimativa de crescimento de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) e de 4,3% do PIB industrial, considerando um cenário com o retorno das atividades em maio e flexibilização das medidas de isolamento social.

Segundo a CNI, o cenário atual do mercado de trabalho deve se restringir ao segundo trimestre e o efeito sobre o consumo das famílias será amenizado pela volta do auxílio emergencial e pelo aumento da poupança em 2020. A CNI espera que com o avanço da vacinação haja uma maior disposição para o consumo, sobretudo de serviços.

Levando em conta os diferentes cenários que possam ser gerados este ano, a CNI construiu dois cenários limites- otimista e pessimista. No primeiro, considera-se que as medidas adotadas serão suficientes para desafogar o sistema de saúde e as medidas serão menos restritivas, permitindo uma abertura para rápida recuperação da atividade econômica.

Em um cenário ideal com o controle do contágio do novo coronavírus (Covid-19) devido ao progresso da vacinação e desenvolvimento de uma trajetória de crescimento, o PIB de 2021 apresentaria crescimento de 4,5%. O PIB industrial, por sua vez, cresceria 6,9%, puxado pelo crescimento de 9,7% da indústria de transformação.

Já no segundo cenário, a piora significativa da situação sanitária, endurecimento das medidas de distanciamento social e de restrição da atividade econômica. A dificuldade no avanço da agenda de reformas devido a necessidade maior de atenção a pandemia, juntamente com a incerteza o crescimento do PIB de 2021 será reduzido a 0,6%. O PIB industrial crescerá 1,3%.

Em um cenário mais provável, a CNI considera que as medidas restritivas sejam mais amplas e mais duradouras que as adotadas em 2020. A recuperação da atividade econômica prevista para maio, o efeito do aumento dos juros que reduzirá o ritmo de crescimento em comparação a 2020, não deve permitir que o PIB volte ao patamar pré-pandemia, antes do último trimestre de 2021.

De acordo com o informe, o PIB deve crescer 3,0% na comparação com o ano passado, considerando que o efeito carregamento de 2021 é de 3,6%.  O PIB industrial crescerá 4,3%, considerado o efeito carregamento para 2021, de 4,9%. O crescimento será puxado pela transformação (alta de 5,7%), com altas também na indústria extrativa (2,0%) e na construção (4,0%).

Fonte: Site da CNI