Em 2020, morar bem ganhou um novo significado. Questões como lugares próximos aos grandes centros ficaram em segundo plano. Já a qualidade do imóvel, espaço e conforto do ambientes tornaram-se mais importante. Segundo o gestor Comercial da MRV no Rio Grande do Sul, Marcello Rosito, com a pandemia o lar ganhou um novo significado. “Ele passou a ser lugar de trabalho, sala de aula e, entre outras coisas, sinônimo de segurança”, afirma.

O gerente técnico comercial do Grupo A.Yoshii, Evandro Zagatto ressalta que apesar dos desafios enfrentados por todos os segmentos devido à pandemia, a Yoshii conseguiu dar continuidade das obras contratadas em 2019. “Também observamos o departamento de orçamentos bastante movimentado e estamos com o fechamento de novos contratos em obras corporativas”, destaca. Zagatto explana que a construção civil foi um dos setores que teve a recuperação mais rápida e que a A.Yoshii está trabalhando para continuar cumprindo o prazo e entregando obras com qualidade. 

Atualidades_Construtoras_TrisulPara o superintendente de marketing da Trisul, Lucas Araújo, a virada de 2019 para 2020 foi muito promissora. “As empresas do mercado entraram forte comprando terrenos e apostando em lançamentos, o otimismo era muito grande”, ressalta. Entretanto com a chegada da pandemia, entre março, abril e meados de maio, o que iria acontecer com a economia era uma dúvida geral. 

De acordo com Araújo, apesar da incerteza econômica, a manutenção dos juros baixos, que alcançou uma média histórica, junto com o poder de compra do público de média e alta renda, que se manteve, foi fundamental para despertar novamente o otimismo pré-pandemia. “Então voltou a lançar uma boa performance de vendas geral e o setor de construção civil, principalmente para a Trisul, que tem foco no médio e alto padrão na cidade de São Paulo, teve um ano muito bom diante dos resultados de outros setores que acabaram sentindo mais os efeitos da desaceleração da economia devido à Covid-19”, pontua.

Já Rosito ressalta que a ressignificação da casa dentro da vida das pessoas, somado à baixa histórica da taxa Selic e consequentemente a queda nos juros de financiamento contribuiram para que a procura pela casa própria aumentasse. “Para a MRV, isso vem gerado resultados positivos. No acumulado dos nove primeiros meses de 2020, vendemos 35% a mais se comparado ao mesmo período de 2019. Aumentamos também nosso mix de produtos entrando mais forte no segmento de SBPE, o que permitiu ampliar o universo de consumidores”, afirma. 

De acordo dados apurados pelo Panorama do Mercado Imobiliário- Porto Alegre, pesquisa elaborada mensalmente pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS) em parceria com a Alphaplan, a taxa de velocidade de vendas (relação das vendas sobre as ofertas) de imóveis novos em Porto Alegre foi de 8,9% em outubro último, resultado superior ao mês imediatamente anterior, uma vez que naquele  mês a taxa foi de 8,0%.

Em outubro foram vendidas 592 unidades com um VGV (Valor Geral de Vendas) de R$ 280 milhões. Com 266 imóveis, as unidades verticais representaram 45% do total vendidos, com os Stúdios impulsionando as vendas no período representando 34% do total, seguidos dos apartamentos de dois dormitórios (25%).

Com bases nos resultados da Pesquisa, o presidente do Sinduscon-RS, Aquiles Dal Molin Junior, destacou o momento bastante positivo no nível da atividade da construção civil, surpreendentemente alto em relação à expectativa, diante da pandemia. Segundo ele, o desempenho foi consequência do desejo de melhoria da qualidade de vida das pessoas, demonstrado pela maior busca de imóveis, além de outros fatores como taxas de juros atrativas, análises de crédito mais flexível e investidores que entendem o imóvel como investimento mais seguro no momento. “Acredito que vamos terminar 2020 com muitas possibilidades de ter um 2021 excelente”, afirmou Dal Molin Junior.

De acordo co  Dal Molin Junior, com a paralisação da construção em Porto Alegre e redução da atividade em outros municípios gaúchos, registrou-se, igualmente, uma queda dos serviços no setor, com muitas indústrias reduzindo sua produção. “Isso interferiu no cronograma de obras, em desequilíbrios de contratos principalmente junto aos órgãos públicos. Nossa expectativa é que até janeiro a situação esteja normalizada, estamos atuando neste sentido”, conclui. 

Já em Santa Catarina conforme divulgado pelo site G1, o interesse pela compra de imóveis no estado aumentou 17% no segundo trimestre de 2020 em comparação com o mesmo período de 2019, segundo dados do site OLX.  O Estudo do Mercado Imobiliário de Jundiaí (SP), realizado pelo departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, apontou também recuperação. De acordo com as informações, das 1.291 unidades lançadas e 933 vendidas entre outubro de 2019 e setembro de 2020. 

Na capital paulista, a Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP apurou em agosto deste ano a comercialização de 6.350 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo. O resultado foi 46,3% superior ao do mês de julho (4.341 unidades), e 35,0% acima do volume de vendas de agosto de 2019 (4.702 unidades). “A comercialização de 6.350 unidades é a maior registrada no ano e também para o mês de agosto, de acordo com a série histórica da pesquisa, de 2004”, explica o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci.

Com a perspectiva de um ambiente econômico mais favorável nos próximos meses, aumenta a preocupação do setor quanto à capacidade de reposição de novos produtos no mercado. “A pesquisa mostra que o volume de lançamentos, apesar do crescimento, não repetiu o desempenho do ano passado, o que ocorreu em parte por causa da pandemia. Mas o principal motivo continua sendo a dificuldade do empreendedor em atender às inúmeras restrições urbanísticas impostas pela Lei de Zoneamento da cidade de São Paulo”, aponta o presidente do Secovi-RS, Basilio Jafet.

Para o próximo ano, o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Estado de São Paulo (Sinduscon-RS), Odair Senra análise que será um bom ano para a construção, apesar de o aumento de preços dos insumos da construção possa afetar alguns contratos das construtoras, entretanto, Senra ressalta que se as taxas de juros continuarem assim e houve contenção de custos será promissor para o mercado, tendo em vista a importância de morar bem. 

Zagatto declara que de acordo com os indicadores de mercado, o ano de 2021 tem expectativas de bons resultados. O desempenho da indústria aponta para retomada da produção e dos investimentos de forma geral. “Estamos com contratos fechados para iniciar obras corporativas em 2021, o que acaba gerando expectativas de que teremos um ano bastante movimentado”, afirma. Segundo Zagatto, o ano de 2020 ntrouxe diversos aprendizados. “Conseguimos seguir com as obras, gerar centenas de emprego e apoiar na retomada econômica. A construção civil é fundamental para que a economia e é importante para continuar superando a pós-pandemia’, ressalta.

De acordo com Rosito, um fator que traz otimismo para a MRV e para o mercado imobiliário é a trajetória de queda dos juros e, por consequência, acirramento da concorrência entre os bancos. “Com a contínua queda da Selic, a compra de imóveis está em um momento muito favorável. Por isso, estamos muito animados com os resultados deste ano e com as boas perspectivas para o futuro”, pontua .

MUDANÇAS QUE AGREGAM TECNOLOGIA E COMUNICAÇÃO COM O CLIENTE 

Araújo destaca que já existiam algumas mudanças de comportamento sendo valorizadas pelos clientes e a pandemia só catalisou e acelerou esse processo que já vinha acontecendo, como a integração entre os espaços internos, a ventilação e a iluminação das áreas dos imóveis, o maior aproveitamento de cada espaço com menos corredores e cantos sem uso, valorizando mais a amplitude e a funcionalidade da planta. “Tudo isso já era uma premissa da Trisul e percebemos que nossos produtos passaram a ser mais valorizados, com o cliente olhando isso com mais atenção, inclusive em relação às áreas comuns, com co-working, com locais mais ventilados”, ressalta. 

Outra questão levantada por Araújo é o delivery. “Como muitas pessoas estão comprando mais pela internet, a importância de locais específicos para receber e guardar os produtos que chegam é uma demanda cada vez mais crescente, já incorporada em nossos imóveis”, completa. Outro fator importante é relacionado à tecnologia. “Uma estrutura no prédio que dê a possibilidade de passar um cabo de fibra ótica”, exemplifica. 

"Antes mesmo da crise do novo coronavírus, revisamos os serviços online na contratação tanto de obras corporativas como imóveis de moradia. Vimos que a tecnologia é nossa aliada e nos reinventamos para continuar com lançamentos e fechando projetos." EVANDRO ZAGATTO Gerente Técnico Comercial do Grupo A.Yoshii

“Antes mesmo da crise do novo coronavírus, revisamos os serviços online na contratação tanto de obras corporativas como imóveis de moradia. Vimos que a tecnologia é nossa aliada e nos reinventamos para continuar com lançamentos e fechando projetos.”
EVANDRO ZAGATTO
Gerente Técnico Comercial do Grupo A.Yoshii

Zagatto frisa que antes mesmo da pandemia de Covid-19, a empresa revisou os serviços online na contratação tanto de obras corporativas como imóveis de moradia. “Vimos que a tecnologia é nossa aliada e nos reinventamos para continuar com lançamentos e fechando projetos. Implementamos a gestão de leads, com profissionais aptos a realizarem atendimento por meio do site, do WhatsApp e do chat online. Portais de vendas, aplicativos e assinatura digital foram outros componentes implantados no processo online para todas as etapas de venda”, complementa. 

O Grupo A.Yoshii também oferece uma plataforma chamada ClickCompliance, que foi criada para se comunicar com stakeholders, por meio de um software em nuvem que possibilita acesso a qualquer local, e é responsável pela gestão de documentos, treinamentos, canais de denúncias, comunicação pelo ComplianceBot de atendimento.

A MRV também já estava em processo amplo de transformação digital, mas a pandemia acelerou ainda mais esta digitalização dentro da empresa. “Apostamos, na expansão da plataforma digital de vendas, que permite que o consumidor realize toda a jornada de compra de um apartamento totalmente online, pelo celular ou computador, sem precisar sair de casa”, afirma Rosito.

Segundo Rosito, um dos focos do formado digital é promover o desenvolvimento sustentável, ao atualizara plataforma colaborativa Mão na Roda, na qual milhares de famílias residentes de empreendimentos MRV podem promover seu trabalho, anunciar produtos ou contratar serviços de outros vizinhos, sem sair de casa. Um programa lançado pela MRV foi o Agente de Sonhos. “O projeto tem como objetivo aumentar exponencialmente o número de consultores parceiros da companhia e incentivar o empreendedorismo, dando oportunidade para qualquer pessoa que, ao indicar apartamentos da marca a possíveis compradores, possa gerar uma renda extra”, explica.

Araújo também prevê perspectivas positivas para o próximo ano. Em parte pela manutenção da taxa de juros baixa. “Para isso, precisamos dar continuidade às reformas administrativas e tributárias, sendo esses fatores uma aposta do mercado para que os juros continuem baixos por um bom tempo, portanto, desde que isso aconteça à expectativa é muito boa”, afirma.  Para Araújo com a retomada dos empregos e a chegada da vacina, a tendência é uma melhora ainda mais significativa. “Em relação aos produtos, mudanças vieram para ficar, como a já citada questão do delivery, independente da pandemia”, completa.

DIVERSIDADE DE OBRAS

Construtoras-comemoram-2Um das obras corporativas em execução na A.Yoshii, é projeto da Cooperativa Agrária, que consiste em um Centro de Eventos no distrito de Entre Rios, em Guarapuava. O projeto de 11 mil m² será composto por três prédios principais, pavilhão, área de churrasqueira e o moinho de farinha. O local irá sediar eventos sociais e culturais para os cooperados e comunidade da região, sendo este um cartão postal tanto para Agrária quanto para comunidade.

Outras obras citadas por Araújo e que estão em andamento são o Terminal de Cargas no Porto Alegre Airport no Rio Grande do Sul, supermercado, e ainda obras no segmento de papel e celulose. “Ao longo dos 55 anos de história da A.Yoshii Engenharia, entregamos uma grande diversidade de obras como teatros, escolas, complexos poliesportivos, edifícios corporativos e grandes projetos industriais”, afirma Araújo.

A A.Yoshii lançará em breve um empreendimento com ampla área de lazer em Curitiba, PR. Chamado de Quintessence, o empreendimento, que está sendo construído na Rua Alferes Ângelo Sampaio, terá 150 m² de área privativa, com três suítes, além de toda a estrutura para lazer nas áreas comuns. 

Próximo a praças, shoppings, restaurantes, hotéis e com fácil acesso às principais vias e avenidas da capital paranaense, o Quintessence chega para suprir uma demanda dos curitibanos por edifícios com áreas de lazer mais amplas no bairro mais nobre da capital.

EMPREENDIMENTO PARA PÚBLICO AMPLIADO

No acumulado dos nove primeiros meses de 2020, vendemos 35% a mais se comparado ao mesmo período de 2019. Aumentamos também nosso mix de produtos entrando mais forte no segmento de SBPE, o que permitiu ampliar o universo de consumidores. MARCELLO ROSITO Gestor comercial da MRV no RS

“No acumulado dos nove primeiros meses de 2020, vendemos 35% a mais se comparado o mesmo período de 2019. Aumentamos também nosso mix de produtos entrando mais forte no segmento de SBPE, o que permitiu ampliar o universo de consumidores.”
MARCELLO ROSITO
Gestor comercial da MRV no RS

Em novembro, a MRV lançou o segundo empreendimento no estado do Rio Grande do Sul para público ampliado. Jovens de 25 a 39 anos com renda mínima mensal de R$ 7,5 mil estão na mira da companhia para o Porto Fazenda Real, empreendimento localizado no bairro Camaquã, em Porto Alegre. Esse também é o segundo no Estado com possibilidade de financiamento através do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que utiliza recursos da poupança. As unidades têm preço médio de R$ 225 mil e o Valor Geral de Vendas (VGV) é de R$ 60 milhões. 

A aposta da MRV nesta linha mostra que a construtora está pronta para atender a demanda por produtos diferenciados e de qualidade para clientes. “Nossa entrada neste novo mercado, no ano passado com o Porto Bahamas, já demonstrou que acertamos e temos oportunidade de crescimento com soluções de moradia para diversos públicos, além dos imóveis econômicos do programa Casa Verde e Amarela”, ressalta o gestor comercial da MRV no Estado, Marcello Rosito.  

Com localização privilegiada, o empreendimento terá 240 unidades divididas em 3 torres e área de lazer diferenciada. Os apartamentos variam de 45m² a 55m² com opções de um ou dois dormitórios, com suíte e churrasqueira na sacada. O terreno tem área de 8.575,17 m² e a infraestrutura terá piscinas adulto e infantil, quiosque com churrasqueira, playground, bicicletário, espaço gourmet e prédio garagem com salão de festas, academia e espaço kids. 

O Porto Fazenda Real será construído na Rua Sílvio Silveira Soares n° 2688, próximo de mercados, bancos, escolas, shoppings e malls e toda as facilidades dos bairros Camaquã e Cavalhada. Os moradores do condomínio também poderão aproveitar diversas opções de lazer em poucos minutos de deslocamentos como o Lago Guaíba e as novas orlas revitalizadas, estádio de futebol e a Fundação Iberê camargo. O prazo de entrega das unidades é de 36 meses após o lançamento. 

MORAR CERCADO DE VERDE

Com a retomada dos empregos e a chegada da vacina, a tendência é uma melhora ainda mais significativa. Em relação aos produtos, mudanças vieram para ficar, como a questão do delivery, independente da pandemia. LUCAS ARAÚJO Superintendente de Marketing da Trisul

“Com a retomada dos empregos e a chegada da vacina, a tendência é uma melhora ainda mais significativa. Em relação aos produtos, mudanças vieram para ficar, como a questão do delivery, independente da pandemia.”
LUCAS ARAÚJO
Superintendente de Marketing da Trisul

Um dos últimos lançamentos da Trisul é o Ambience, na Vila Mariana, próximo à estação de metrô Ana Rosa “Portanto estamos com bastante aceitação tanto pela localização como pelo produto, é um empreendimento único que o cliente não encontro outro parecido pela região”, ressalta o superintendente de marketing da Trisul, Lucas Araújo.  O empreendimento possui selo Aqua de sustentabilidade, que é algo bem valorizado e que conta bastante para os clientes. Conta também com área de lazer no rooftop com salão de festas, com área fitness bem estruturada, algo também valorizado em nossos empreendimentos. O projeto recém lançado está com ótima aceitação, estamos vendendo unidades praticamente todos os dias.

O Ambience possui 15 pavimentos tipo residenciais, com lazer no térreo e também na cobertura, com o diferencial da torre única. São apartamentos de 3 suítes com 110,65m² e 2 vagas; apartamentos de 2 suítes com 75,35m² e 1 vaga; sendo que as unidades possuem armários privativos. Além de lazer completo com solarium, brinquedoteca, playground, piscina infantil, piscina adulto, sauna seca, lounge e pet place, conta também com lavanderia, academia, lobby com pé-direito duplo e delivery com smart locker.

Com esse lançamento, a Trisul já soma um VGV de aproximadamente de cerca de R$ 800 milhões em 2020. “Concentramos os lançamentos do trimestre no último mês e apesar da nossa programação ter sido adiada por conta da pandemia, as vendas brutas totalizaram R$ 266 milhões no terceiro trimestre, um aumento de 37% em comparação ao segundo”, explica. Até o final do ano a expectativa da Trisul é alcançar um VGV em total próximo de 1 bilhão.